ESTADO DE ALERTA – MUITO CUIDADO COM A IMPRENSA CORPORATIVA I PARTE
Quando vejo as pessoas “tombando” para o lado da “Direita” em questões de política, vejo que fica clara a desinformação e a sugestionalidade a que estão submetidas, pois essa prática a que estão submissas, é típica dessa corrente política. Além de estarem sido enganadas pelas fakenews expostas nas redes sociais, também estão sendo enganadas por esse sistema de comunicação que engloba todos os meios de comunicação (jornais, rádios, televisão, órgãos de entretenimento, como programas televisivos e de rádio difusão, novelas, etc.), ou seja, pela imprensa corporativa. Com isso, a imprensa brasileira, tornou-se sem dúvida uma das piores do mundo do campo das democracias. As exceções ficam por conta das mídias independentes.
Saber o que é a imprensa corporativa é fundamental. São todas aquelas emissoras de notícias e entretenimentos controladas pelas grandes empresas privadas, isoladamente ou por conglomerados midiáticos. Já que utilizamos o termo mídia, como também é utilizado por aqueles que tratam do assunto, vamos continuar utilizando-o para facilitar.
O mais impressionante no caso brasileiro é que essas empresas atuam sob o regime de concessões públicas. Concessões que poderiam ser suspensas a qualquer momento. São os mesmos meios de comunicação que usam a imprensa escrita e as rádios, grandes e pequenas, das capitais e do interior. Por que isso acontece sabendo que elaboram uma quantidade enorme de mentiras e omissões contra os adversários, e continuam atuando? Obviamente porque estão dominadas. Por que os adversários, geralmente o campo da esquerda política, que luta pelos direitos dos trabalhadores, dos mais pobres, dos mais prejudicados pelo sistema em que vivem, não conseguem tais privilégios? Obviamente porque o sistema político não permite; um sistema de competição cruel, que instalou nos órgão de governo, os seus representantes. Por sua vez, como uma grande maioria da população não percebe que isso acontece e acaba sendo influenciada por essa força comunicativa e em momentos eleitorais acaba votando nas propostas eleitoreiras influenciada pela mentiras veiculadas?
A resposta para isso tem tudo a ver com a dominação da informação que se encontra nas mãos do empresariado que domina essa luta de classes.
Assim, caminha a população que não tem ferramentas críticas para se desvendar das mentiras. Influenciada por todas as percepções distorcidas plantadas pela mídia. O termo oposição, por exemplo, apropriado pela Direita, é um exemplo de como a situação é distorcida. A oposição que sempre foi a marca daqueles que na luta de classe sempre se colocaram a favor dos menos favorecidos, foi apropriado pela classe dominante para atacar o governo que tem um viés de centro-esquerda. A apropriação de termos e conceitos que tradicionalmente definiam posições até certo ponto claras mudam a percepção da população criando a confusão desejada. Como se essa oposição fosse a favor do povo. Quem faz toda essa confusão? A própria mídia, que possui integrantes ideologicamente preparados e engajados nesse luta, fornecendo as falas que ela necessita para enganar os adversários. Têm estrutura e dinheiro para isso, adquiridos através de um tempo histórico de dominação.
É por isso que não se pode acreditar nessa imprensa corporativa. Podemos usá-la apenas para tentar perceber como ela está distorcendo a informação, e atuando querendo “fazer a nossa cabeça”. É preciso acompanha-la com uma aguda visão crítica, caso contrário não se perceberá como as informações chegam todas distorcidas.
Por que escrevo isto? Porque faço desse estudo um momento de reflexão para o meu próprio entendimento. Se outras pessoas quiserem
Por isso o ESTADO DE ALERTA. Diante de uma eleição em que está em jogo o futuro do país, é preciso estar ainda muito mais atento.
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