ACONTECIMENTOS EM DESTAQUE – EUA - A RETIRADA VIOLENTA DOS ESTUDANTES

ACONTECIMENTOS EM DESTAQUE – EUA - A RETIRADA VIOLENTA DOS ESTUDANTES

ACONTECIMENTOS EM DESTAQUE – EUA - A RETIRADA VIOLENTA DOS ESTUDANTES 

Policiais se posicionam diante de manifestantes durante protesto pró-Palestina na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, nos EUA, em 2 de maio de 2024. — Foto: Aude Guerrucci/ Reuters

Não foi nada tranquila a retirada dos estudantes acampados no campus da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles. Bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borra, como todos puderam ver nas transmissões das Tvs, revelam a face obscura da “pseudo-democracia” americana. E não foram os adeptos do reacionário Donald Trump e sua polícia os autores da violência. Foi a polícia do Biden do Partido Democrata dos Estados Unidos.

 

As notícias muito confusas transmitidas pelas redes oficiais, das quais as brasileiras são apenas um cópia mal reproduzida, quer imputar os acontecimentos a um grupo de manifestantes pró palestinos e um grupo de estudantes judeus. Acontece que não é bem assim: havia muita gente aderindo aos protestos depois da carnificina promovida por Israel contra o povo palestino, com ajuda do próprio Estados Unidos. Além do mais, os protestos se espalharam por 25 Estados, com objetivo de propor corte de relações com empresas que apoiam Israel. Como se trata de um período pré-eleitoral, o movimento, que não se limitou, portanto, a uma única universidade, começou a incomodar. Foi por isso, que na madrugada deste dia 02 a ofensiva dos policiais destruíram os acampamentos. Mais de 2.000 pessoas encontram-se presos.

A acusação de que os estudantes foram violentos foi apenas um pretexto para a destruição dos acampamentos que, na realidade, eram pacíficos. O que está acontecendo por lá não é uma aventura de fim de semana. É um sintoma de que a coisa não vai parar por aí. Foi preciso que os estudantes tomassem a frente desses protestos, já que os ditos “adultos” não estão conseguiram fazer nada de concreto para cessar o genocídio dos palestinos que o próprio governo americano apoia, já que não consegue fazer a guerra parar. 

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